Parte 5. Saúde do solo: quando os pesticidas sintéticos são mais sustentáveis do que os orgânicos ‘ naturais ‘


22/02/2019

A maioria dos consumidores acreditam que a agricultura orgânica evita pesticidas e prioriza a saúde do meio ambiente mais do que a agricultura convencional. No entanto, este não é necessariamente o caso. Pesticidas utilizados na agricultura orgânica são, por vezes, menos eficazes. Isso pode significar que os agricultores orgânicos, por vezes, têm de utilizar mais pesticidas e a um custo mais elevado.

As restrições inerentes à agricultura orgânica resultam, por vezes, na utilização de pesticidas mais tóxicos e de tecnologias e práticas agrícolas menos respeitadoras ao meio ambiente.

O preparo do solo é um exemplo da agricultura orgânica menos sustentável do que a agricultura convencional.  As técnicas utilizadas pela agricultura orgânica, para preparo do solo aumentam significativamente a erosão, faz com que o solo perca nutrientes, reduz a biodiversidade de insetos e animais no solo e libera gases de efeito estufa na atmosfera. Definitivamente não é a prática agrícola mais sustentável. 

A agricultura convencional tem mais opções para preparar do solo, e algumas culturas de OGM auxiliam no controle de plantas daninhas, enquanto a agricultura orgânica ainda tem que depender, pelo menos em parte, do preparo do solo, mesmo em detrimento da sustentabilidade.

A agricultura convencional pode usar culturas tolerantes a herbicidas. Estas são culturas que foram geneticamente modificadas para tolerar herbicidas específicos, como o glifosato. Quando os agricultores utilizam culturas tolerantes a herbicidas, eles não precisam depender do preparo do solo tanto quanto os agricultores convencionais 

No entanto, as culturas geneticamente modificadas não podem ser utilizadas pelos agricultores orgânicos. Por consequência, fica mais difícil para os agricultores orgânicos adotarem práticas agrícolas de plantio direto.

Leia mais aqui

Categoria: Sustentabilidade